construindo o presente


Fundo partidário

18/04/2015

Este é o país e os políticos que temos: corte de verbas para saúde, educação, segurança, infra-estrutura, moradia, serviços públicos, entre outros; aumentos pífios de salários para professores, policiais, bombeiros, médicos e enfermeiras, funcionários de baixo escalão, também entre outros; falta de planejamento para tudo e para quase todos; e, tudo isso e mais, convivendo com aumentos de verba para "fundos partidários", para obras superfaturadas, para empreiteiras que não cumprem prazos, para juízes e políticos (auxílios diversos - só eles tem o salário para guardar e os auxílios para viver, com muito conforto). Nenhuma vergonha na cara, sempre contando com o analfabetismo funcional generalizado que presta atenção em bobagens e não se dá conta do estrago que eles fazem. Assim o nosso futuro brilhante fica cada vez mais distante, enquanto nos agredimos em torno do PT, do PSDB, do PMDB, etc, quase tudo a mesma coisa: interêsses pessoais e grupais em detrimento do coletivo, do país, do nosso esperado futuro que não chega.



Escrito por Gustavo A J Amarante às 15h46
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Drauzio

Drauzio Varella em 18/04/2015
Como sempre, impecável o Drauzio hoje (O sexo redefinido, Ilustrada). Cabe, no entanto, tecer algumas observações. Em primeiro lugar é imperioso constatar que a biologia confirma, com mais de cem anos de atraso, o que Sigmund Freud teorizou, calcado em suas observações, sobre o que chamou de bissexualidade inata. Esta persiste com maior ou menor grau de intensidade ao longo de toda a vida do sujeito, independentemente dos cromossomos, dos hormônios e, da cultura. Também há de se observar que o humano excede a biologia e a animalidade: não somos escravos dos instintos porque somos pulsionais, determinados pelas pulsões, com todas as vantagens e desvantagens desse desenvolvimento. Não cabe aqui uma longa diferenciação entre instinto e pulsão, mas simplisticamente, instinto tem meta e objeto definidos a priori, como saciar a fome (com alimento), o sexo (pela procriação) e, sobreviver (luta e fuga), enquanto a pulsão, mais complexa, não atende esses requisitos, visando apenas sua própria satisfação, independentemente de objeto. Assim, o "animal" pulsional pode saciar a fome ouvindo música, pode satisfazer-se sexualmente apenas observando, pode "sobreviver" até mesmo matando-se. No caso específico do gênero, das escolhas que não são exatamente escolhas, existe um universo infinito nos separando dos animais e das proteínas.
Em tempos de curas "milagrosas", de certezas que camuflam dúvidas, de coragem que esconde covardia e medo, os fatos como os podemos observar, ainda que apenas subjetivamente, são uma brisa reconfortante dentro do mal estar da civilização.
Tem razão o Drauzio ao recusar o binário obtuso. "Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia", diria ainda antes de Freud, o poeta inglês.


Escrito por Gustavo A J Amarante às 17h14
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