construindo o presente


Refletindo

Lendo o jornal e suas manchetes, penso que talvez fosse um bom momento para relembrar Camus. O escritor e filósofo, prêmio Nobel de literatura, amigo e desafeto de Sartre a um só tempo, tinha como muito cara a dualidade 'liberdade e justiça'. Dizia que optar por uma das partes dessa dualidade implicava na perda da outra: assim ao se optar pela justiça perdia-se a liberdade, do mesmo modo que ao se optar pela liberdade haveria uma perda nas prerrogativas da justiça. O caminho da opção pelas duas coisas simultâneamente configuraria um processo mais difícil e árduo, porém preservando o que considerava serem os maiores ganhos da civilização.
Entre nós, a liberdade ainda que maior do que em épocas recentes, é desfigurada pelas votações secretas, pelas nomeações de apadrinhados sem méritos claros, pelas facilidades resultantes de dificuldades, enquanto a justiça distribui-se de modo iníquo entre ricos e pobres. Parece-me que Camus está mais atual hoje do que em sua própria época, ao menos nesses nossos tristes trópicos.



Escrito por Gustavo A J Amarante às 11h33
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